30 setembro, 2006

diferentes olhares

fotografia chuvamiuda

Hoje com a colaboração especial da Conchita.



A respeito do Outono.


Para o Pintor:

A luz é diferente, sinto o fascínio dos tons de castanho alaranjados das folhas, à mistura com os tímidos raios de sol a romper a neblina matinal.


Para o Poeta:

Vivo já a nostalgia do Verão, delicio-me com as cores pastel que a natureza pinta, deixo-me envolver pelas neblinas matinais, aguardando o romper do sol ainda que timidamente.


Para o Agricultor:

Que porcaria de tempo, já começam as borrascas da manhã, os dias a ficarem mais pequenos, o tempo quase não dá para nada, tudo a secar, não há nada para o raio do gado comer.


O nosso muito obrigado e bom fim-de-semana.


27 setembro, 2006

para que não haja dúvidas


Copiado de, http://www.aldeias-sos.org/ onde podem ler a notícia original


Livro de poesia "Juntando as Letras", junta fundos para as Aldeias SOS.

(08-09-2006) - "Juntando as Letras", recentemente lançado pelas Edições Ecopy, é o primeiro livro do escritor António Paiva. Um livro de poesia, muito agradável, que tem uma vertente solidária. Ao adquirir este livro, está a ajudar as Aldeias de Crianças SOS.

Este é um livro muito agradável para ler ao serão, com poesias reflectidas sobre os sentimentos.
Citando:

"Só teremos dignidade, quando amarmos verdadeiramente os nossos frutos, não falo apenas dos nossos frutos individuais, mas dos frutos num todo sem excepção." António Paiva

O autor decidiu, generosamente, atribuir 1,5€ do valor de capa, às Aldeias SOS, por cada exemplar vendido. Assim, ao adquirir este livro estará a ajudar as Aldeias de Crianças SOS.
Bem-Haja!

Os nossos especiais agradecimentos ao autor, António Paiva, pela sua solidariedade.

Pode adquirir este livro:

Livraria Leitura no Porto
Rua de Ceuta, Nº 88
Telefone 222 076 200
Livraria Buchholz em Lisboa
Rua Duque de Palmela, Nº 4
Telefone 213 170 580

Loja Ecopy - Faculdade de Economia do Porto
R. Dr. Roberto Frias, FEP
4200 Porto
Tlm: 919327756 - Tl: 225023031 - Fax: 225023032

Loja Ecopy
Universidade Portucalense
R. S. Tomé, 720
4200 Porto
Tlm: 916894583 - Tl: 225572722 - Fax: 225572031

Loja Ecopy
Ermesinde
Avenida Primavera, 220
4445 Ermesinde
Tlm: 916894586

Ou através do e-mail: ecopy@macalfa.pt

24 setembro, 2006

morangos sem açúcar

Aqui de olhar fixo no teclado, desesperadamente à procura de um encadeamento das ideias, buscando a lógica do pensamento.
Num emaranhado de tons rosa e cinzento, procurando não beliscar os sonhos dos outros, com a minha percepção fria da realidade que nos rodeia.
É verdade, muito raramente me deixo aprisionar por estes sentimentos, normalmente vou direitinho ao peito dos outros, mexo e remexo no seu interior, e não paro enquanto não me confessam que também sentem a dor.
Sim que a sentem e bem forte, que não vivem anestesiados pelas histórias cor-de-rosa, que lhes criam à medida dos seu sonhos.
Mas hoje é diferente, não sei que diabo se passa comigo, não consigo dizer-lhes que os seus sonhos não passam de uma ilusão.
Pelo contrário apetece-me alimentar-lhes o sonho e a ilusão, quem já está a olhar para com um ar desconfiado, e cara de poucos amigos é o meu companheiro, ele bem sabe melhor que ninguém, o quanto passamos a vida a ser iludidos, mas eu não me importo, hoje estou assim.
Sonhem está bem, mas sonhem com o azul do céu e do mar, o verde das árvores, o perfume das flores, o brilho e o calor do sol, com o mistério de montes e vales.
Vá lá, criem os vossos próprios sonhos, não os comprem já feitos, rompam de uma vez por todas com a inércia, com que nos querem adormecer, que nos começam impingir logo ao café da manhã, e que não param o dia inteirinho até adormecermos vencidos pela exaustão.
Acordamos na manhã seguinte, com a sensação de estarmos mais cansados que antes de adormecer, há quem saiba disso na perfeição, e nos explore essas fragilidades.
Vamos lá a estar mais atentos, porque não sermos fazedores de sonhos, na construção de uma realidade mais sólida, menos rosa e menos cinzenta, apenas mais lúcida.


Bem por hoje já chega, desejamos a todos uma semana excelente, carregada dos vossos sonhos.


O nosso muito obrigado.

17 setembro, 2006

tiro ao/s alvo/s

Não somos tão bons quanto parecemos, nem tão maus quanto nos querem fazer parecer.




Podemos não gostar dos outros por uma outra razão, até mesmo várias, isso é um direito nosso, mas devemos respeitá-los, isso é também uma obrigação nossa.




A desertificação de um país, corresponde à soma das desertificações do querer individual, cujo resultado é a aridez colectiva.





É muito frequente esquecermo-nos de quem nos deu a mão no início de uma caminhada, porque depois de termos percorrido uma distância considerável, ficamos deslumbrados e já só pensamos em chegar mais longe.




Agora a respeito de “blogar”, na “blogosfera” como em qualquer outro espaço real ou virtual, não há donos da verdade, nem donos da razão.
Há isso sim donos da vontade própria, pessoas de uma maneira ou de outra, gostam de partilhar ideias gostos e sensibilidades, ou até mesmo disparates.
Mas por aqui como infelizmente em todo o lado, existem os/as ases da estupidez, os/as donos/as da verdade absoluta, que não hesitam em espezinhar e denegrir pessoas, que apenas têm a vontade de se expressar, partilhar gostos e afectos, de forma simples e desinteressada.
O resultado pretendido é apenas silenciar e abater pessoas como esta amiga, ANAMARGENS, que espero não se deixe abater por espécimes tão rafeiros/as, e volte rapidamente ao nosso convívio.




Ah! Também não esqueçemos aqueles/as que no início, à caça de visitantes para o seu quintal, nos tratam com toda a cerimónia, que a dada altura até se “preocupam” muito connosco e coisa e tal, mas que quando atingem o estatuto de “vedetas”, desaparecem.
Enfim, como diria o Guterres: é a vida.



Bem, por hoje já chega, desejamos a todos uma semana recheada de coisas boas.


O nosso muito obrigado!

10 setembro, 2006

confidências


Para não dizerem que não falamos de nós, aqui fica em primeira mão a informação que hoje fomos à praia.
O sol estava magnifico, a água fantástica, aquilo foi mergulhar e deitar ao sol, deitar ao sol e mergulhar.
Os outros também lá estavam, mas nós não os incomodámos e eles também não nos incomodaram.
É!
Correu tudo muito bem!
Ah!
E divertimo-nos muito!

Assim sendo, desejamos a todos uma semana excelente e divirtam-se!


O nosso muito obrigado

03 setembro, 2006

nós e os outros

Tudo tem um preço, nada na vida é gratuito, mesmo aquilo que nos dão a pretexto de uma oferta.
Mais tarde ou mais cedo, farão questão de a determinada altura nos lembrarem, aquilo que em dado momento nos ofereceram.
O falso altruísmo e entrega desinteressada, é apenas uma utopia, em que inconscientemente, teimamos em acreditar, na verdade precisamos sempre de acreditar em alguma coisa.
Acreditamos que os outros nos entendem, quando nem nós mesmos nos entendemos, amuamos quando não entendem o nosso comportamento, quando não entendemos o dos outros, é sempre porque não faz sentido, ficando assim resolvida a questão.
Podemos concluir então, que o mundo para os outros, não passa de uma manta colorida, palavras pintadas com cores berrantes, sons que nos irritam, imagens desconexas, linhas desenhadas num espaço abstracto, alheamentos, tudo idealizado por um génio, que inventou o planeta a que por capricho deu o nome de Terra.
Do qual nos obrigam a aprender a geografia, os seres e plantas que nele habitam, simplesmente para nos chumbarem no exame final.

Mas que grandes velhacos, que eles, os outros, são!


Por hoje já chega, uma semana fantástica para todos!

O nosso muito obrigado.

27 agosto, 2006

teimosamente resistindo

Na verdade a teimosia de dar sentido à confusão com que somos envolvidos no dia a dia, chega a ser exasperante.
Gestos como o de ligar o rádio na estação preferida, pegar num livro cujo conteúdo nos pode ajudar a resistir, às agressões selváticas que nos lançam a torto e direito, são exercícios de uma tentativa desesperada, por manter a lucidez.
Respirar e cultivar a individualidade, é cada vez mais complicado, naturalmente que o colectivo é extremamente importante, mas o colectivo é constituído pelo conjunto dos indivíduos, mas uma coisa é certa, sem que o indivíduo esteja são não há colectivo saudável.
A persistente intenção de uns quantos iluminados, nos quererem impingir o que devemos ser, a imagem que devemos ter, querendo a qualquer preço eliminar-nos enquanto seres pensantes e com vontade própria, para uns é revoltante, mas para outros é aliciante, pois assim não têm de se responsabilizar por coisa nenhuma, existem ao sabor da corrente, para onde ela os empurrar eles vão.
Desertificar o pensamento de uma sociedade, está revelar-se tão fácil como desertificar um país, assim sendo tudo vira pasto para chamas, ardem as árvores os pastos a paisagem vira terra queimada, da mesma forma arde e fica reduzida a cinzas a vontade de cada um e o colectivo vira poeira.
Pessimismo dirão uns, frustração dirão outros, pois talvez, na verdade há e sempre haverá voluntários, prontinhos para se alistarem no exército nacional da desertificação, seja ela geográfica ou emocional, ou ainda da vontade de cada um.
Vamos sendo alegremente empurrados para o litoral, quer do país quer das ideias, assim ficamos na beirinha, o interior do país vira deserto pronto a arder, o mesmo acontece ao nosso interior.

Mas estando nós na babuje, torna-se mais fácil o afogamento colectivo, evitando-se assim o inconveniente e as despesas no transporte.

Bem por hoje não maçamos mais, bom resto de Domingo a todos e uma excelente semana a todos.
O nosso muito obrigado.

18 agosto, 2006

publicação do livro juntando as letras




Conforme tinha prometido, anuncio a publicação do meu livro deixando as imagens da capa e contracapa, bem como da cinta que o envolve indicando que na compra de cada livro 1.50€ reverte a favor das ALDEIAS DE CRIANÇAS SOS.
O livro pode ser adquirido nas seguintes livrarias:
Livraria Leitura, no Porto, Rua de Ceuta, nº 88, telefone 222 076 200.
Livraria Buchholz, Lisboa, Rua Duque de Palmela, nº 4, telefone 213 170 580
Também pode ser adquirido para a Editora através do endereço: ecopy@macalfa.pt
Qualquer assunto podem contactar-me através do e-mail: coisas-do-burro@hotmail.com
Os meus sinceros agradecimentos, e um excelente fim-de-semana, a todos.

07 agosto, 2006

espreitadela do burro

É Verão, a vida continua e os disparates também, o deserto de vontades alastra, a aridez humana é cada vez mais evidente.
Naturalmente que é sempre mais fácil, fazer juízos de valor sobre o comportamento dos outros, que sobre o nosso.
Para as nossas atitudes há sempre uma razão válida, para as dos outros, é sempre uma questão de má vontade e coisas do género.
Nada melhor para exorcizar os nossos demónios, que apontar os pecadilhos dos outros.
A diferença entre aquilo que normalmente advogamos, e o que fazemos na prática é grande, mas precisamos de estar sempre na primeira fila, a apontar o dedo.
À primeira leitura, até parece que este texto apela ao imobilismo, censura o direito de opinião, mas de facto não é disso que se trata, trata-se isso sim de um apelo à lucidez, à coerência, o mais possível.
Na realidade somos apenas seres humanos, com todas a virtudes e defeitos, que possuímos enquanto tal.
O ideal, era que cada um de nós procurasse estimular, o que há de melhor no outro, mas infelizmente na maioria dos casos, procuramos espicaçar o que há de menos bom, para termos sempre matéria prima, para alimentar o nosso secreto desejo de juízes incansáveis.
Assim sendo, o calor do sol e as bebidas frescas, até nos sabem melhor à sombra de uma conversa, numa mesa composta por um colectivo, de legisladores da coisa humana.
Mas é Verão, isso também não importa muito pois não, então seja, bom bronze, bons mergulhos e boa semana.
O nosso muito obrigado

07 julho, 2006

agora.....


Agora.......................

Resta-nos o Fado e o Défice............................

Porque o Futebol, esse é da FIFA......................



.....................bom fim-de-semana a todos

03 julho, 2006

vagueando


fotografia chuvamiuda



vagueando pelas margens da vida
respirando leves brisas de sentimento
ao acaso solto olhares furtivos
procuro-te o rosto entre os rostos
de uma multidão que me tritura
os raios de sol viram luz mortiça
no entardecer de uma caminhada
fecha-se o dia abre-se a noite
o cansaço quase me vence
a vontade levanta-me o olhar
procuro-te no universo de galáxias
estrela apenas e só minha
diferente das de todos os outros
por isso procurar-te-ei infinitamente

01 julho, 2006

pudesse eu

fotografia chuvamiuda

pudesse eu ao menos

concentrar todo o sol

de uma vida

num só dia

e partiria feliz

amontoar todos os gritos

num só grito

contra a amargura

de uma existência

longe do mar

longe do sol

longe da serenidade

e partiria feliz


28 junho, 2006

não há dúvidas, ou haverá?


fotografia chuvamiuda
Pode-se fazer uma grande viagem, num espaço muito pequeno, basta ser capaz de sonhar.
Uma criança pode ensinar-nos como, se quisermos aprender com ela.

25 junho, 2006

excerto......

fotografia chuvamiuda

  • Aqui vos deixo um excerto do que estou a escrever de momento, pode ser faça algum sentido.

............

Eu posso bem com estes murros no estômago, que me fazem dobrar todo, mas eu disfarço e ponho dentadura arreganhada, ou faço de contas que estou a apanhar qualquer coisa do chão, bem disfarçado não acham?
Pois eu cá acho que sim, bem sei que há sempre gente com vontade de me contrariar, cá para mim só pode ser gente que não tem mais que faça, se fossem como eu atarefados em mudar o mundo, já não se metiam na minha vida, mas enfim, ele há gente para tudo.
Olha lá, pergunto-me eu, mas tu andas atarefado a mudar o mundo, tu sabes lá do que estás a falar?
Claro que sei, respondo-me eu, só me faltava agora eu contrariar-me a mim próprio, onde é que já se viu tamanho desaforo?
E se te calasses? Digo-me eu, não vês que estás a falar sozinho, ou contigo mesmo, deves estar a perder o tino, penso eu, ri-me, pois claro que ri, como se pode perder o que não se tem, ou não se sabe onde está?
Na verdade “falar” com os nossos botões, muitas vezes é um remédio que temos de tomar, mesmo que amargue na boca, sim amarga e às vezes muito, porque nos damos conta das nossas reais fragilidades.
Mas a quem podemos nós contar aqueles segredos muito íntimos, a não ser a nós mesmos, quem nos acompanha nas longas travessias da vida, na solidão singular mesmo que no meio de uma multidão, nós e só nós, não há dúvida.
Está bem, mas agora estou no jardim, vou aproveitar para deitar os olhos à nostalgia dos outros, aos seus momentos menos conseguidos, às coisas que me rodeiam, assim sempre disfarço e atenuo aquilo que me incomoda, mas que eu não quero sequer que alguém desconfie.
Caso contrário lá caía por terra a minha pose de entendedor de jardins, o que neste momento não me dava jeito nenhum que acontecesse, vamos lá a soltar os olhos e os sentidos.

.............

Desejo uma boa semana a todos, e muito obrigado pela atenção e carinho que me dispensam.


23 junho, 2006

emergindo

fotografia chuvamiuda

sinto o despertar lento das emoções
tento agarrar as asas de um sonho
a vida roda num turbilhão de sentimentos
envolta no manto de algum querer
devagar muito de vagar estou a emergir
afastando as cortinas de densos nevoeiros
caminhando num universo de labirintos
a viagem é um acto solitário e íntimo
num exorcizar de fantasmas e medos
se puderes espera-me à saída

17 junho, 2006

na penumbra

fotografia chuvamiuda

passa o tempo devagar
numa lentidão adormecida
num querer bocejante e sonolento
gestos despidos de cadência
pensamentos gastos pela erosão
amanhã talvez
hoje vou baixar as persianas
estendo-me na penumbra
…………..encerrado
  • O meu pedido de desculpas, por não estar a comentar nos vossos blogues, mas de momento não o consigo fazer, no entanto visito-vos em silêncio, agradeço a vossa compreensão.

16 junho, 2006

noites

fotografia chuvamiuda

há noites que nascem de murmúrios
há noites que nascem de promessas
há noites que noites brotam a paixão
há noites que se banham nas lágrimas
há noites que se cravam como punhais
há noites que torturam pela insónia desmedida
há noites que amanhecem numa dolorosa despedida

15 junho, 2006

quero falar-lhe

fotografia chuvamiuda

do amor tanto se escreve
do amor tanto se fala
todos sabem do amor
uns dizem que o tiveram
outros que o sentiram
outros que o fizeram
há quem o procure
se o virem por aí
digam-lhe, quero falar-lhe


14 junho, 2006

submerso

fotografia chuvamiuda

tenho a vida suspensa
o equilíbrio de momento
não é sequer uma miragem
sustenho a respiração
mergulho no eu mais profundo
o silêncio esmaga-me
a dor atordoa-me
o querer desprendeu-se
vou ficar submerso


13 junho, 2006

folheando a vida

fotografia chuvamiuda
ali sentado folheando páginas da vida
amenizando a insónia da noite
na longa espera de um sonho
suspenso das ideias
a vida num plano inclinado
rolando vertiginosamente
perdi-lhe a lógica e o sentido
agora não penso mais nisso
pode ser que haja sonho