21 janeiro, 2009

in Genéricos 13




Repousa agora em paz Dom Quixote, por via da crise, não há mais lona para moinhos de vento. Não sei porque se escandalizam os que me atacam, quando escrevo para os ferir. Pois se é mesmo com essa intenção que o faço.

uma espécie de escritos avulso

para ler sem receituário

antónio paiva


20 janeiro, 2009

in Genéricos 12

(fotografia antónio paiva)

o teu rosto nascia no mar e eu venerava-o por entre o sabor do nosso eterno nevoeiro.” (Ângela Almeida) A vida é uma praia aberta, um barco carregado de gente à espera de uma abertura para largar. Enquanto deslizamos na liquidez dos braços do amor. Divina ode oceânica, a única; onde o naufrágio assume o significado de salvamento.
uma éspécie de escritos avulso
para ler sem receituário
antónio paiva

Quem me conhece sabe que sou adverso a correntes, no entanto foi-me feita uma solicitação de modo tão simpático, e o assunto é premente e actual, que aqui deixo o link, para quem a quiser seguir.

16 janeiro, 2009

Uma nova casa para vos receber

(clicar na imagem para aceder)
Para os amigos, leitores e visitantes, há um novo sítio onde vos receberei com muito prazer. A minha página pessoal. Naturalmente, que por aqui continuarei a deixar palavras minhas. Aliás, há um caminho de volta até aqui.
Vá lá, toca a visitar, não me obriguem a chantagear-vos! E, se a quiserem divulgar, adicionar, falar dela a toda a gente, gatinhos e cochorrinhos, estejam à vontade.
Um grande braço de estima e amizade.

08 janeiro, 2009

in Genéricos 11




Todos sabem o que eu amo, todos sabem o que me repugna.” (Alves Redol) Os senhores dos pesadelos fabricam-nos sem intervalo. Fazem-nos de carne e sangue, embate de força bruta. Cruciante entrar e sair no transe da plena angústia. Não me deixam descansar.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário
antónio paiva

05 janeiro, 2009

in Genéricos 10




Pode até parecer um tremendo disparate, é até bem provável que o seja. Mas – a pobreza já teve dignidade. E, o facto de a ter perdido – deve-se ao empobrecimento – de muitos dos novos-ricos. Conclusões saídas do tear de tecer razões. Seja lá isso o que for.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário
antónio paiva

04 janeiro, 2009

in Genéricos 9




As lágrimas do banqueiro são a chuva ácida dos nossos dias. Estão ilíquidas as acções ao portador. E, para mal-dos-seus-pecados, cai a pique a euribor. Para consolo das suas súplicas de pedinte, são tapados os buracos à custa do contribuinte.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário
antónio paiva

03 janeiro, 2009

in Genéricos 8




Na oficina do imaginário, coutada perene de lirismo e paradisíaco devaneio, onde o artista alimenta o génio. Aqui, à beira deste azul ondulado, o talento é necessário – mas – carece de sustento.


uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário
antónio paiva

02 janeiro, 2009

in Genéricos 7

Devaneio em pauta, sinfonia da alma, uma morada arejada de manjericos nas janelas e malmequeres nas varandas. Um aroma intenso a desejo estendido no tapete da sala. Alma-alada e ao rubro sob o fogo intenso do lado esquerdo. E se amar é verdade, então que o seja em todo o esplendor da liberdade, e no enlevo das almas.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário


antónio paiva

01 janeiro, 2009

Bem Vindos a 2009






(todas as fotografias antónio paiva)

Acredito que somos capazes de fazer de 2009 um bom ano!

Abraço.

Funchal 01/01/2009





Funchal 01/01/2009





Funchal 01/01/2009





Funchal 01/01/2009





27 dezembro, 2008

in Genéricos 6

Hoje entreguei-me ao fazer nada, porque o fazer nada me distrai, como se a vida fosse um feriado, que me dispensa do tédio. A fadiga cansou-se de me impor tarefas, por saber que substituí o agir pelo compreender. Já ouvi dizer que isso era uma questão de sensibilidade. Mas se dediquei noventa e nove por cento da minha existência à coisa material. Agora almejo alguma inteligência.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário

antónio paiva
  • Despeço-me de todos vós até 2009.
  • Desejo-vos um Excelente Ano.
  • Não se esqueçam que da adversidade nascem as grandes oportunidades.
  • Vamos à luta.
  • Um enorme abraço a todas/os.

22 dezembro, 2008

3º aniversário desta pastagem

No dia 22 de Dezembro de 2005, deu-se início à sementeira desta pastagem. Desde então, com mais ou menos disponibilidade, com mais ou menos vontade e capacidade, tem-se procurado fazer com que não seque.

Entre algum passado e o presente, pode ser que até haja algum futuro. A ainda breve história deste sítio; é feita de palavras e algumas imagens, umas vezes com algum interesse, outras assim-assim e, outras coisa nenhuma. Também é feita dos que por cá passam, uns de modo visível, outros de modo discreto. Mas, todos eles são para mim muito importantes. Um agradecimento também, aos que já por cá andaram, mas que, por razões diversas tomaram outros caminhos, sim, porque a vida não é de caminho único.

Isto para vos dizer o quanto a todos estimo, e que é muito. E ao mesmo tempo manifestar a minha gratidão. Esperando poder continuar a contar com as vossas preciosas visitas e apoio.

No calendário pode ver-se que é época natalícia, mas não me vou alongar sobre isso, direi apenas; que o Natal me entristece cada vez mais.

Que o vosso Natal, seja aquilo que vocês mais desejarem. Sejam felizes, e procurem fazer alguém feliz.

Um grande abraço a todas/os.

21 dezembro, 2008

in Genéricos 5




Corre um fio de água no ribeiro, a levar o queixume da minha tristeza. Além pega de estaca o salgueiro, como é belo o tenro verde que viceja. Do seixo transpira o sofrimento da alma, fraca é a natureza humana. Aquieto-me só e com calma, no instinto regenerador que da natureza emana.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário


antónio paiva

20 dezembro, 2008

in Genéricos 4





Ao amor o tempo sempre lhe foi curto, enquanto cresce a vontade dos que o partilham. Ainda há pouco, mesmo há muito pouco, vi o poeta tocar com o dedo na paisagem. E dissipou-se a névoa da frescura da manhã, surgiu então a imensa página azul do oceano.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário

antónio paiva

19 dezembro, 2008

in Genéricos 3





Como se tudo fosse um absurdo – até o sonho. Como se tudo fosse ridículo – até esculpir silêncios. E abdicar do amor como quem desmancha o universo. Assim, como quem se despoja de tudo – e nada mais lhe pode ser subtraído.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário

antónio paiva

18 dezembro, 2008

in Genéricos 2

Tomara que fosse real a transmigração de almas entre os corpos. A sublimar a multiplicação do autêntico. Tomara que a promiscuidade não atingisse o cerne da razão. Que nenhuma força por mais hostil que fosse, vergasse a verticalidade ou pervertesse o instinto.

uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário

antónio paiva

16 dezembro, 2008

in Genéricos

Num vagueio impregnado de modorra, a ignorar o desassossego natalício das ruas. O corpo era a rena a puxar o trenó da alma, perseguindo o extremo da dor física, tão profunda como inútil. Há um frio quotidiano que se acentua em épocas de culto festivo. Um banquete de desespero onde se sentam todas as fomes.


uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário

antónio paiva