Primavera
também eu nasci com ela e acabo por renascer em todas elas.
também eu nasci com ela e acabo por renascer em todas elas.
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antónio paiva
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segunda-feira, março 21, 2011
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a percorrer os caminhos-de-dentro...
fiquem bem e até um dia destes!
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antónio paiva
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sexta-feira, março 11, 2011
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o pardal é um poema;
tanta pena, tanta pena;
tantos ais, tantos ais;
escorrem lancinantes dos beirais;
temos pena, tanta pena, tanta pena;
a idosa estava morta atrás da porta;
não se abriu a porta por não cheirar mal.
o pardal é um poema;
nunca o seria não fosse tanta pena;
mas de facto o pardal é no seu todo um poema;
porque a idosa devia ter perecido de porta aberta;
e mais!, a idosa depois de morta foi perniciosa;
não pagou à “sociedade” o devido tributo.
vai daí o “estado” impoluto;
processou-a generosamente sem abrir a porta;
vendeu por tuta-e-meia o seu “jazigo”;
porque mesmo morta, devia ter pago e;
antes de morrer o seu dever era abrir a porta;
o pardal é um poema;
temos tanta pena; tanta pena, tanta pena;
tantos ais, tantos ais, escorrem lancinantes dos beirais;
temos tanta pena, tanta pena, e o pardal é um poema!
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antónio paiva
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
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Escorrem harmoniosos os sons da melodia, “O Quel Beau Bouquet de Fleurs” de Gheorghe Zamfir, numa tentativa de derrubar os muros da desarmonia que lhe vai na alma. Lenta e dorida surge a escrita, no ardor dos braços cansados, de tanto remar contra marés. Anda por aí um exacerbado exército a semear antolhos. A cercear horizontes. A anestesiar incautos. Há um sono colectivo a fazer jus à lei-do-menor-esforço. O mais certo é um destes dias haver um mendigar colectivo por uma côdea de respeito. De momento há o recurso ao bordão da resignação e da incúria, já que a sacola está rota. O ser humano, tem uma tendência desmedida, para circundar a orla do abismo, Salvador sabe-o bem, observador atento do exercício de todas as tramas.
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antónio paiva
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segunda-feira, janeiro 31, 2011
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são muitas as vezes em que faço chorar as palavras, são muitas mais as vezes que por elas choro. por elas tenho passado tanto tempo a despir a noite.
por mim, pelos amigos e leitores;
as palavras serão o meu alimento e a minha bandeira!
Boas Festas e, se puderem sejam Felizes em 2011.
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quarta-feira, dezembro 22, 2010
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segunda-feira, novembro 22, 2010
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domingo, outubro 17, 2010
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quarta-feira, outubro 13, 2010
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segunda-feira, setembro 27, 2010
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sábado, setembro 11, 2010
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sábado, setembro 04, 2010
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segunda-feira, agosto 16, 2010
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domingo, agosto 15, 2010
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terça-feira, agosto 10, 2010
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terça-feira, agosto 03, 2010
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sexta-feira, julho 23, 2010
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esta apneia humana que faz de mim pedra submersa,
às vezes fóssil; crosta calcinada, matriz atroz.
há um óbelo em forma de vespa assinalando as falhas;
uma teia de intempéries a aprisionar-me a boca.
um fluxo sinistro de membranas em elipse;
a estrangular o ventre desta lua de silêncios.
nas casas sonhos arcaicos transcritos prescritos;
silêncios engomados naftalina e bolor salivado.
asfalto sede ruptura caverna muro;
veios traços arestas bocejos e bocas sem beijos.
sexo agudo que sobra da amargura;
há uma luz cega nesta imensa bruma de apneias
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antónio paiva
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segunda-feira, junho 14, 2010
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os meus pés continuam a andar um atrás do outro; às vezes juntam-se, outras vezes também se separam.
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antónio paiva
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sexta-feira, junho 04, 2010
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antónio paiva
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terça-feira, maio 25, 2010
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antónio paiva
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terça-feira, maio 18, 2010
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