03 agosto, 2012

poema quase bucólico

nestes rochedos pejados de séculos,

os tabaibos debruçados nos silêncios das escarpas.

há esta frescura marinha,

sopros de fadas das brisas, instantes de sonhar neles.



gnomologia  que me retém,

numa acalmia quase alheia desenhada pelos elfos.

neste mar raso de ondas,

isento de tédio humano há um barco feliz a soluçar.



não há rugas na minha alma,

embevecida pela ternura dos murmúrios das aves.

fico por aqui esquecido do tempo,

alimentando o sonho para do sonho poder viver.

05 julho, 2012

Livraria Parlamentar - Assembleia da República



Dia 3 de Julho, na apresentação dos livros Memória das Cidades e Máscara da Luz, de Vítor Cintra e António MR Martins.

28 junho, 2012

Apresentação do livro "Memória das Cidades"



Na próxima terça-feira, dia 3 de Julho, a partir das 18:30, estarei no local indicado no convite a apresentar o livro de poesia "Memória das Cidades" do poeta Vítor Cintra, trata-se de uma extraordinária lição de História, compilada em verso.
Cliquem na imagem para uma informação mais completa e, compareçam.

17 maio, 2012

Apresentação da Revista ALEF em Ponte de Lima



No próximo dia 1 de Junho, estarei presente em Ponte de Lima, na Apresentação da Revista de Literatura Ibero-Americana, ALEF.

A ter lugar no Arte e Baco às 21:30

A revista terá nesta edição a plublicação de poemas meus e de mais três autores portugueses, bem como as repectivas fotos, notas biográficas e bibliográficas.

Para que isto fosse possível, foi fundamental o empenho e a dedicação do meu amigo escritor e poeta, José Ilídio Torres.

Aos amigos e leitores que estiverem por perto, deixo aqui o convite em jeito de desafio para que compareçam.

25 abril, 2012

Para mim Abril também tem este significado!

Enormes são aqueles que se entregam a construir o impossível.

Assim foi Miguel Portas e continuará a ser porque o seu exemplo vai perdurar para além da sua existência terrena. E, a grandeza de um ser humano, não tem cor partidária - é, isso sim; património de um povo, de um país, que é o nosso - Portugal.

Abril Sempre! Mas Também!

A propósito de liberdade:

A liberdade não é um direito, é um dever!

No meu curto entendimento, acho que se ela fosse assim encarada, a situação seria muito melhor, quer no nosso país quer no resto do mundo.

Mas isto é o que eu acho, sei lá; sei lá quanto vale o que eu acho – sei lá.

07 abril, 2012

excerto de romance em construção


… – Não sabemos de uma palavra, não sabemos de uma ideia, que nos recomponha e nos recomponha a vida – não temos e não sabemos. Mas o que é uma palavra?, mas o que é uma ideia? mas o que é recompor a vida? – mas o que é a vida? Silêncio. E eu desligado e dissimulado nas sombras do escritório. A casa deserta. Eu abismado perante a ausência que nos ocupa a casa toda; e nós somos como a nossa casa – apenas e só habitados pela ausência – ou a casa não fosse a nossa.

[Breve virá a noite]

     Aqui estou enrodilhado no que me atormenta – e eu que em tempos sabia o que era audácia – e agora este inverno de futuro; e agora?

19 fevereiro, 2012

Lançamento da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho" Volume III



No próximo dia 25 de Fevereiro às 15:30h, será efectuado o Lançamento da Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” Volume III. A ter lugar no Zeno Longue – Casino Estoril.

Da qual tenho o privilégio de fazer parte.

Edição da Chiado Editora
Selecção e organização de Gonçalo Nuno Martins

31 janeiro, 2012

ainda a dizer-me, sei lá...


em pousio - acometido de um surto de pardo sossego; já que escrever não é tarefa, ler não é ocupação, inteligência é coisa que a ignorância não suporta. quero lá saber; até porque cultura não é ministério é secretaria. antes de sair vou ousar - coloco um broche alaranjado na lapela - rosa já não é moda.

30 dezembro, 2011

Mensagem

DESEJO A TODAS AS MINHAS LEITORAS E LEITORES, AMIGAS E AMIGOS UM GENEROSO ANO DE 2012!

Bem sei que as coisas não serão fáceis, mas acredito que é possível.

Um abraço.

22 dezembro, 2011

6º aniversário desta pastagem

E, de facto assim é; seis anos passaram desde a primeira semente. E, de facto assim é; poucos, muito poucos, gostam de nós e são nossos amigos, sem mais. Muitos, quase todos, gostam de nós apenas por interesse, seja ele de que espécie for. Eram tantos(as) os/as amigos(as) desinteressados(as) que eu cheguei a estar convecido que tinha, mas afinal nunca tive.


Um abraço e passem bem, que por aqui também se procura passar o melhor possível.

21 novembro, 2011

já era para ter dito, mas digo agora

hoje nem as palavras conseguem sossegar-me; a tempestade da alma não se apaga. há um grito que me queima a língua. estou à minha espera para fugir. se conseguir adormecer vou pensar em mim. prometo.

19 novembro, 2011

de novo a dizer-me


poucos foram os dias em que não te amei verdadeiramente – vida. é por isso que quero morrer sem presas – vida. estou a construir uma quilha de barco no meu peito; para contigo navegar eternamente no mar-alto – vida.

15 novembro, 2011

continuo com esta necessidade de dizer


se pinassem menos podíamos comer melhor; assim pensava o filho mais velho de uma família numerosa – todos sentados à mesa entretidos no jogo de pescar pequenos farrapos de couve que nadavam no prato de caldo aguado – a irmã do meio celebra contratos de dez minutos, um quarto de hora ou meia hora para poder ir à pastelaria adocicar a existência. e chove; chove copiosamente, não há lugar onde mais chova que na pobreza. e chove; chove copiosamente, perdoem-me o que por vergonha omito, quer na dureza, quer na linguagem, porque na verdade, entre outras coisas, o que eu queria mesmo escrever, era: se fodessem menos…, era; era tanta coisa, lá isso era…

12 novembro, 2011

era-me necessário dizer

sou uma criança que envelheceu, apesar disso; continuo a ser uma criança, continuo a gostar de amoras, digo-o tantas vezes, que é com alguma mágoa que vos dou conta da tristeza sentida, por nunca terdes dado conta que vos disse o que disse tantas vezes. as pessoas são como os telhados: quando falamos estão sempre lá em cima e sonâmbulas. o que me vale são as outras crianças que me dizem: és um violino sonhando constantemente com um mundo diferente.

16 outubro, 2011

a depressão de todas as depressões

sob o inexplicável estio há uma chuva estranha e ácida que cai sobre a gente humilhada; as cidades oferecem o poder ao primeiro que as fizer cantar. a esperança já não é suficiente; aproxima-se o momento em que tudo vai implodir sob a ameaça de decisões impossíveis de resultar.

29 julho, 2011

excerto - 2

às vezes as grandes cidades são dolorosas e íngremes; sendo obscenamente sufocantes, o ar é tão escasso que os que nelas vivem fenecem sob o desígnio de um sorriso nebuloso. as pétalas não são pétalas; são páginas e páginas de necrologia ao fim-de-semana, sem glória, ao fim-de-tudo, e os automóveis decepam as lágrimas.

26 julho, 2011

excerto - 1

ando a riscar ideias mentalmente, e por acaso a semana passada comi amoras silvestres, eram bem boas. por aqui o sino da torre continua a levar pancadinhas do badalo de quinze em quinze minutos. o ponteiro gordo do relógio muda de hora em hora, e o palerma do ponteiro comprido salta de minuto em minuto. às meias horas o badalar aumenta, à hora certa é um desassossego.

08 julho, 2011

O meu novo blogue

Siga o link Oficinas de Escrita Criativa, leia e diga o que lhe aprouver dizer, se lhe aprouver dizer alguma coisa, claro está, e, já agora, se não for pedir demasiado, por favor divulgue.

Grato.

07 julho, 2011

Oficinas de Escrita Criativa - Lisboa

Oficinas de Escrita Criativa, nos dias 16 e 23 de Julho, no Campo Grande, nº 56, Sala Dublim, em Lisboa.

Público alvo: jovens e adultos a partir dos 14 anos de idade.

Para mais informações e inscrições contacte-me através do email: antoniopaiva21@sapo.pt