13 novembro, 2008

o tempo corre

detenho-me às vezes
em líricas indecisões
o tempo corre
as folhas amarelecem caindo
as palavras amargam na boca
da viuvez da alma
por não rasgar a frágil teia que separa
o tempo corre
será de novo verão
as searas voltarão a aloirar
a alma afogueada então

a colher vermelhas cerejas carnudas de vida.

antónio paiva

12 comentários:

Ana disse...

Será sempre o drama de muitas vidas: o não rasgar a frágil teia que separa.

O coração almeja e a coragem não chega para tanto.

Saibamos, pelo menos, disfrutar os momentos de alma afogueada.

Maria disse...

E eu falo-te dos gestos. dos gestos carnudos de vida...

beijo

Vanda Paz disse...

O tempo corre António, sempre corre nunca parando levando-nos pedaços da alma... mas as searas voltarão a aloirar...

Deixo-te um abraço forte

Joana disse...

Amigo,

..."o tempo corre" mesmo...

Saudade!

Para quando o novo livro?

Beijinho grande e aquele abraço

Papoila disse...

As searas em que apetece rebolar ....
O tempo não para nunca.

Um beijo poeta da alma

BF

Multiolhares disse...

Como o sol que nasce todos os dias, nos faz sentir que tudo se repete
bj

Jofre Alves disse...

Voltaire que era sábio nestas coisas, disse certa vez que «o tempo é justiceiro e põe as coisas no seu lugar». Tal como este excelente blogue, uma delícia no tempo presente e que tem um lugar especial nas minhas visitas e atenções. Boa semana com tudo de bom.

tulipa disse...

Não há nada mais fascinante e cativante do que conhecer in loco novas culturas.
Assim o fiz mais uma vez.
Sou uma privilegiada, Deus tem sido meu Amigo por me proporcionar momentos tão magníficos.
Consegui realizar mais um sonho na minha vida.

Noutras áreas a coisa não corre muito bem, mas a Esperança é a última a morrer, continuo diariamente na luta por aquilo que quero, hei-de conseguir.

Boa semana.

Estou de regresso depois de 2 semanas de ausência.

Já comecei a postar algumas fotos no blog MOMENTOS PERFEITOS.

LuzdeLua disse...

Quero um tanto bom destas cerejas.
Que lindo, poesia gostosa de se ler.

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações."
Vinícius de Moraes

Passando, deixo-te um abraço amigo

kurika disse...

O tempo corre tão depressa...sim é verdade!!!
Temos é que apreciar os pequenos momentos... como comer carnudas cerejas...e olhar o horizonte com confiança!
Como sentir o frio áspero de Poiares, e como estar "in loco" junto das nossas raízes...
Adoro cerejas!


Bjinho

Maria disse...

Foi muito bom termos estado todos...
Ergo uma taça à nossa, e à amizade!

Um beijo

escarlate.due disse...

O tempo corre... corre depressa demais e eu habituei-me a correr atrás dele porque ele corria atrás de mim...
Um dia descobri que sou melhor corredora que ele e então... nunca mais parei de correr! :)

beijo enormeeeeeee :)