08 novembro, 2008

íntimo rigor

a dor,
concedida ao homem,
pelos deuses.
alimento indispensável,
forjada em presságios,
absorvida pelo corpo.
deposito,
todas as minhas dores,
os meus prazeres,
sedentos,
de uma paisagem como tu,
insofismável refúgio.
ofereço-te,
os meus queixumes,
embrulhados em sussurros.
junto de ti,
enlouqueço,
gemo,
sofro,
embriagado,
entontecido,
abrigo-me dos espíritos da noite.
os meus braços,
são roupas,
vestindo a nudez do teu corpo.

gestos,
gotejantes de carícias.

antónio paiva

7 comentários:

Maria disse...

intimíssimo...
quase perdi a respiração..

beijo

Vera disse...

Creio que é um dos mais belos pormas que já li!

Beijinhos

Vanda Paz disse...

...a minha dor, num sussurro...

Lindo!

Beijo

tulipa disse...

OLÁ

Estou de molho, febre, dores no corpo, arrepios de frio...
huuummmm, adivinho o que vem por aí.

Hoje o meu post tem a ver com um mail que recebi e, ao fim de vários meses com a minha auto-estima abaixo de zero...adorei ler o que Paulo Coelho escreve.

BOA SEMANA.
Beijinhos.

ANTÓNIO:
o que escreves é sempre tão belo!!!
Parabéns.

Ana disse...

Os teus poemas são roupas agasalhando a nudez das almas.

Palavra a palavra, gestos,
gotejantes de carícias.

José Miguel Gomes disse...

Que nunca nos abandonem as gotejantes carícias.

Fica bem,
Miguel

Papoila disse...

Muito bonito estes desfecho.. adorei

Bjs
BF