16 dezembro, 2008

in Genéricos

Num vagueio impregnado de modorra, a ignorar o desassossego natalício das ruas. O corpo era a rena a puxar o trenó da alma, perseguindo o extremo da dor física, tão profunda como inútil. Há um frio quotidiano que se acentua em épocas de culto festivo. Um banquete de desespero onde se sentam todas as fomes.


uma espécie de escritos avulso
para ler sem receituário

antónio paiva

5 comentários:

Joana disse...

Amigo,

um arrepio percorreu-me o corpo ao ler-te. Espero que estejas bem.

Enviei-te um email, recebeste? Diz-me qualquer coisa.

Beijinho grande e continuação de boa semana.

Maria disse...

Belo. Como só tu sabes..

Beijos

Anónimo disse...

Já lá vai o tempo em que Natal era Natal, agora não passa de puro consumismo que se inicia ainda o verão mal terminou. Enfim, evolução (chamemos-lhe assim) dos tempos.

Feliz Natal para ti amigo com um enorme beijinho

Ana disse...

Um banquete de desespero onde se sentam todas as fomes.


Ah, quantos que conhecemos se sentam a esta mesa!

As épocas festivas não deviam ter calendário próprio. Também por estas razões de que falas.

Dona Sra. Urtigão disse...

Bravo !