16 abril, 2009

breve ensaio à natureza






escolhi-te dia e noite para minha amante,
no refúgio sombreado do denso arvoredo.
uma cama de tufos, lençóis de brisa silente,
sem palavras, silêncios aligeirados de sopro.

no teu dialecto de minúsculas por insectos,
minúcias deslumbrantes em ancas de frutos.
Deusa visível de fascinante complexidade,
paleta de todas as cores refúgio de simplicidade.

e olho o céu, e olho o mar, toalhas em azul
de bainhas brancas, tal como o sol no início.
todo o olhar é a confirmação, hemisfério norte e sul,
íntimo movimento no verso da asa, ave sem vício.

num suspiro me alimento e a alma exalta,
na delícia de um beijo nos teus lábios de água.
a força permanente do vale à montanha mais alta,
uma ode um hino uma fé onde vou lavar a mágoa.

3 comentários:

Joana disse...

Beijinho Grande Amigo.

Tu mereces.

Vieira Calado disse...

O poema está escrito com rigor.
Gostei.

*

E também prefiro o tinto...

Um abraço

Menina do Rio disse...

Há sempre um suspiro, um beijo...

Fica o meu pra tu
Boa semana