Lançamento do Livro Palavras (O)usadas
Hoje,
- Compareçam.
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
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Nesta inquietude que me assola, o desejo de partir numa viagem longa, é cada vez mais marcante. Todo aquele mar diante dos meus olhos atrai-me compulsivamente. Todo aquele poder azul fascinante, a minha fixação de que em cada fim há sempre um princípio. A leitura de lugares longínquos, seria uma boa ajuda para o conhecimento do meu espírito e dos recantos mais recônditos da minha pobre alma. A profundeza do mar é algo que comparo ao mais profundo de mim, por desconhecer uma coisa e outra. O mar espelho do céu, companheiros passo a passo, fervilham nuvens e ondas. Tal como em mim, nuvens de dúvidas, ondas de querer. As grutas de que sou feito são iguais a tantas outras no fundo do mar, penso. Mistérios, coisas belas e menos belas, lugares sombrios ou pejados de peixes coloridos, algas e corais. Tantas coisas que eu desconheço. Uma ignorância que me deixa inquieto. Deito-me tantas vezes de corpo e alma em azul, cabeça ao abandono e membros estendidos. Olhar a pique no universo.
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domingo, fevereiro 03, 2008
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um teclado
zero pensamentos
repito-me tantas vezes
sei lá quantos sou
uma pilha de livros
insónias, insónias, insónias
a minha vontade é uma meretriz
que me troca por qualquer cama
sei lá quantos sou
atrás de mim vem outro
e outro ainda e mais outro
repito-me tantas vezes
um teclado
zero pensamentos
sei lá quantos sou
um monte de papéis
instinto, instinto, instinto
a minha ansiedade é uma borboleta louca
esvoaçando aprisionada nas grades do martírio
atrás de mim vem outro
e outro ainda e mais outro
repito-me tantas vezes
se o vento me levar eu vou repetidamente vou
sei lá quantos sou, sei lá quantos sou…
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domingo, janeiro 27, 2008
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Fui gerado, nascido e cresci no campo, calcorreei atalhos sinuosos, por entre pinheiros e matagais. Perfumei-me nas pastagens floridas, escondi-me nos milheirais. Pastoreei ovelhas e cabras, espantei pardais. Escutei encantado o canto das rolas. Conheço o cheiro do estrume e da hortelã, o odor da terra arada. Chapinhei em riachos e ribeiras, mergulhei no rio, sei de cor o coaxar das rãs nos charcos. Ouvi melros, cotovias e rouxinóis. Procurei ninhos, apanhei pássaros e atirei pedras ao vento. Viajo no andar compassado e firme das juntas de bois lavrando a terra. Semeei, plantei e colhi. Sinto ainda a dor do frio nos dedos das mãos em Dezembro, quando apanhava azeitona por entre as ervas cobertas de geada, doíam tanto até deixar de os sentir. Mas o cheiro do azeite nos lagares compensava todas as dores, o sabor no prato era a melhor recompensa. Adormeci vezes sem fim ao calor do lume, cabeça apoiada nos joelhos e pensamento deitado nos sonhos.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
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terça-feira, janeiro 01, 2008
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
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sábado, dezembro 22, 2007
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Uns pés descalços e gretados doem muito. Uma boca descalça a sofrer em silêncio dói muito mais. Um corpo que definha até virar cinza. A dor desaparece, a morte corta como uma lâmina sem provocar dor. O que sangra dos teus olhos? A dor? Ou a evidência crua da traição? O teu quarto é o Inverno mesmo quando agonizas ao calor tórrido de África.
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quinta-feira, dezembro 20, 2007
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No próximo domingo dia 23 de Dezembro, a partir das 11 horas da manhã, até cerca das 13 horas, terá lugar na Fnac Madeira, uma sessão conjunta de autógrafos. Na qual participarão os seguintes autores:
Ana Teresa Klut
António Cruz
António Paiva
Compareçam e divulguem!
Para além dos autógrafos, os autores terão o maior gosto em inter-agir com os leitores e amigos.
Até lá!
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quarta-feira, dezembro 19, 2007
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São tantas as vezes que abro um livro e invariavelmente detenho-me nas mesmas páginas. Actos ilúcidos de uma lucidez que se anseia. O saber da existência de escritores que nunca escreveram uma palavra, que nunca publicarão um livro, mas que dia-a-dia registam nas páginas da vida, escritos dignos de um prémio Nobel da Literatura. Neste estruturar da existência, feito de leituras, entre frases e parágrafos inteiros. A memória devolve-me os anseios de tantos que viram os seus sonhos virar pesadelos. Quando os sonhos se desordenam, o espírito fica difícil de soerguer. É nestes momentos que desejo confundir-me com a terra, para que não me perturbem o pensamento. Sempre que me apetece desistir, verifico que somos feitos de incoerências, contradições e outras particularidades singulares. Na eminência de pronunciar o meu nome, multiplica-se o segredo das palavras. A procura de algo mais ajustado à inexistência da perfeição consome-me o sono, complica-me os dias, dificulta-me de algum modo, o comunicar com os da minha espécie.
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sexta-feira, dezembro 07, 2007
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seres estranhos até um dia
em que os passamos a amar
e passamos a ser amados por eles
são tantas as vezes que adormecemos nas suas tristezas
acordamos felizes nas suas alegrias e conquistas
há um olhar nobre entre nós
um sentir intemporalmente puro
um estar eternamente adolescente
na amizade um imenso campo fértil
onde arduamente lançamos todas as sementes que queremos preservar
há nisso o que as palavras não sabem
uma mistura de essências
que o lado esquerdo do peito tão bem nos sabe dizer
tal como em todas as paixões se cometem exageros
na verdade sentimos, acredito que seja isso o amor que tanto se fala
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antónio paiva
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domingo, dezembro 02, 2007
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sexta-feira, novembro 30, 2007
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Não peço que me compreendam, mas que me desculpem, em primeiro lugar estive fora muito tempo e não acedia à net. Depois cheguei um monte de situações para regularizar esperava-me, coisas que acontecem a quem se ausenta por muito tempo.
Bem sei que sou ingrato, que muito recebo e nada dou em troca, enfim, sou como sou não há nada a fazer
A Prova de que tanto recebo, está bem patente no poema que a menina que estão a ver na foto em cima, escreveu numa folha de papel e me ofereceu, na apresentação do meu livro Navegando nas Palavras, no Museu do Vinho de anadia, no passado dia 10 de Novembro.
A menina tem 10 aninhos de idade, é uma querida e chama-se Alexandra Roseiro.
O poema aqui fica para que o possam ler.
Eu sou como os outros poetas
que deitam as lágrimas no mar.
Os poetas mergulham nas águas a flutuar
Para procurar as letras que faltam para acabar a palavra amar
Os poetas vão para junto do mar
Desabafar nos poemas que fazem chorar
Os poetas deitam as lágrimas no mar
E parece magia no ar
Um beijinho para ti Alexandra, que continues a ser uma menina feliz e com muito amor.
As vós amigas e amigos, um grande abraço e a promessa de vos visitar brevemente, muito brevemente, quase já.
Imagens dos eventos do livro Navegando nas Palavras, clicar neste link.
Semana fantástica a todos!
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antónio paiva
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segunda-feira, novembro 26, 2007
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Amigas e Amigos, até amanhã às 17:00 na Livraria Bulhosa, Campo Grande 10-B.
Preciso de todos vós!
Peço desculpa pela minha ausência, sei que vos devia visitar, mas, peço que compreendam.
Obrigado
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sexta-feira, novembro 02, 2007
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segunda-feira, outubro 29, 2007
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sexta-feira, outubro 26, 2007
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segunda-feira, outubro 22, 2007
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Não sei onde guardar os silêncios do rosto. Não sei como desenhar-te os corpos crescendo num manto de ondas. São tantas as vezes em que a minha boca se funde no fogo dos teus lábios. Que adianta dizer-te que a madrugada é pôr-do-sol da lua cheia. Se a essa hora já não escutas apenas me sentes.
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antónio paiva
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sexta-feira, outubro 19, 2007
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Mesmo que não haja Verão, haverá sempre a nostalgia, os meandros indizíveis de outros corações.
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antónio paiva
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terça-feira, outubro 16, 2007
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