17 novembro, 2006

o burro eu e as carpideiras

Assim ao correr da pena, tentando acompanhar a rapidez do pensamento, sim porque a fertilidade das ideias não abunda, há que aproveitar quando surgem.
Olhando assim a modos que, o que começa a ser demasiado já chateia, o meu companheiro e eu, observamos que uns quantos privilegiados do reino, insistem em se armar em vitimas, porque o arreio lhes bateu à porta.
Pois é meus caros e minhas caras, o “fadinho” que cantaram durante umas quantas décadas, a letra estava errada, a música azedou, o caldo entornou, o pão endureceu, agora as sopas são grossas, custam a engolir, mas tem de ser.
Bem sabemos, que não há justiça, por mais equilibrada que seja, que não faça alguns inocentes apanhar por tabela, pois é, são os custos a pagar por viver em sociedade, ela não é perfeita, porque nós também o não somos e, somos nós que a fazemos.
Assim sendo, convém lembrar uma maioria silenciosa, que por enquanto tem assistido a tudo isto, suportando os custos desta orgia de lamentos, e repasto de irresponsabilidades.
Um dia destes talvez seja chegada a hora, desta gente dizer o que pensa e o que sente, sobretudo o que sente nos bolsos, porque paga a conta da festa que outros teimam em fazer, o que pensa sobretudo porque os festeiros, agem como se eles não existissem e não pensassem também.
Nós cá dizemos, que estamos a ficar fartos, não há pachorra para tantas carpideiras militantes, na sua maioria profissionais no ramo, que vivem disso mesmo, carpir.
Doa a quem doer, sejam amigos, conhecidos, ou ainda outros, os critérios aqui do tasco não são para gerar simpatias, mas sim o de colocar na montra, o que pensamos e sentimos.

O nosso muito obrigado a todos.

15 comentários:

a_cabra disse...

Carpindo as minhas mágoas e chorando muito por causa dos maus, dos outros que afinal pensava que não pensavam mas também pensam... dos revoltosos, dos permanentemente injustiçados... valha-me o tal santo, mas que irá ser de mim agora? E o arreio que é tão apertado... Vou-me então enlutar e continuar a carpir...
Eles andem aí, ai andem andem
Beijos

amigona disse...

Hoje estamos mais sós... beijo, amigo...

Maria disse...

É assim, uma pessoa distrai-se, está uns dias sem passar por aqui e depois apetece comentar tudo, ou quase tudo.
Como não pode ser, digo apenas que continuo a gostar deste canto, da poesia, das fotos.
Obrigada e agora vou preguiçar um pouco...

kurika disse...

Como diz Boaventura Sousa Santos (sociólogo)... o homem conduz-se por si... para todos os sentidos da bussola da vida ...e o seu conjunto é que forma a sociedade...não é a sociedade que o transforma!!!
Discutível, não?
Mas ... o que realmente interessa, é que cada um age por si... e não é por estar inserido num urbanismo sócio-económico sem freios, de consumismo exarcebado, que teremos que ser todos iguais...

Um grande beijo
para um grande Amigo
e para um grande texto.

pintoribeiro disse...

Porra, este subscrevo inteiro! Bom dia K'mrd, abraço,

Ilhota2 disse...

Bom dia para o mar...
Hoje a ilha queria flutuar e ir para longe... tipo barca de Noé levar só o que lhe apetecia.E haveria de certeza lugar para mais um Burro, porque não. Daqueles que premeiam os outros com reflexões sábias.
Obrigada pelas respostas às minhas questões.Vou tratar da "coisa". Na minha não há, estou um pouco mais para o interior, como já te tinha dito.
Um bom fim de semana.Cumpts.

pianola / Sonia R. disse...

Não é só um problema que diga respeito às mulheres.Bom dia.

Testa Alta disse...

Chuvamiuda,
Nem sabes como gosto de passar, ver, admirar essa montra, onde tu e o companheiro expõem o que pensam e o que sentem!
É que também nos ajudam a pensar melhor, a ver com mais clareza, a sentir com mais força.
Obrigada a ambos.

sonia r. disse...

Obrigada pelo apoio.Bom dia Chuvamiuda.

Josefa Pacheca Pereira disse...

As carpideiras que se emerdem. Beijocas.

Miguel disse...

Tive dificuldade em acompanhar a tua pena, enfurecida para seguir as tuas ideias.
Devagar, companheiro!
O principio tal como tá explanado é para além de correcto, incisivo e convida à rebelião dos adormecidos espíritos. Agora, é um molde que a tanto se adapta que fico sem saber se concordo apenas com o molde ou com a adequação deste aquilo para que o criaste.
E repito: Devagar com essa pena! ;-)
Quanto aos critérios naõ serem os de granjear simpatias:
Estou de acordo, mas não gostas tu que simpatizem com o que pensas e sentes e achas de tal forma importante que na montra os colocas?

segurademim disse...

... é assim mesmo!!!! essa de tentar agradar tem como consequência uma vida a andar de "joelhos"
e depois, nunca se agrada a todos
e depois, não tenho tempo para ser simpática
e depois, só tenho tempo para ser eu! euzinha

beijo . bom fim-de-semana

Nilson Barcelli disse...

Não faço a mínima ideia para quem é o "chá"...
No princípio até pensei que seria para os funcionários públicos, para os professores, para os agricultores, etc.. Para os que choram por tudo e por nada, enquanto os outros, os que não choram e pagam os seus impostos para os seus salários ou subsídios, andam caladinhos e não se revoltam.
Mas depois fiquei na dúvida porque falas no feminino.
Como é óbvio, gerar simpatias nunca pode ser um objectivo. Mas ser simpático é agradável aos outros. Se o formos com naturalidade, tudo bem. Esforçado, nem pensar.

Bom fim-de-semana.
Abraço.

musalia disse...

e eu subscrevo tudo que dizes!!! todo o mundo pediu reformas e agora aqui del rei que tocam no meu quintal!

(não creio que exista o termo 'carpideiro'...'carpideira', por ser feminino, não se emprega apenas em referência a mulheres e não o entendi como isso, no teu texto ;) )

beijos.

soslayo disse...

Chuvamiuda:

De que vale carpir se mesmo carpindo a água só corre para um dos lados. Aqueles mesmos que diziam fazer tudo para as coisas correrem melhor para todos!!!! Todos tiveram o poder na mão e só se lembraram do seu umbigo e os outros, esses, que vão carpindo! Um abraço.